sexta-feira, 18 de maio de 2012

livro do esquecimento



Escrevo um novo livro que não é de textos
é de nomes rostos as próprias pessoas
aquelas que me fizeram ser infeliz
é de momentos fatos atos acontecidos
aqueles que me deixaram menor
é de sentimentos doídos ou doidos
aqueles que não pude controlar
é de épocas de falta e vazio
inverdades e frases falsas
violências e crueldades
Tudo ali num novo best seller
Meu livro do esquecimento.

Celi Márcio Santos, 18 de maio de 2012.

terça-feira, 15 de maio de 2012

lados opostos


De um lado


Meu desejo de ter você ao lado


Minha vontade de beijar-te e amar


De outro


Seu não.


(Celi Márcio, 15 de maio de 2012)

AGRADECIMENTOS:



A impressão deste livro só foi possível, graças ao apoio e à confiança das queridas pessoas:
Meu irmão Ricardo e minha irmã Suely.

Meus amigos de longe: Gil Lima, Suylan Midlej, Jorge Passos, Leandro Andrade, Henrique Baroncelli, Braz Junior, Paulo Ribeiro, Priscila Bernardes, Thay Lima, Delvecclio Trivelato, Werly de Oliveira, Marlon Czyrik.

Meus amigos de perto: Frances Vaz, Jussara Santos, Wesley Marchiori, Johnny Cezar, Ston Figueiredo, Gildázio Santos, Samira Abou-Yd, Vilmar Oliveira, Tim Bagatelas, Cleimer Rhaziel .

Minhas futuras amigas: Hérika Sette e Roberta Lessa.

De perto sempre: Déa Trancoso e Vera Anastácio.

Obrigado de coração!

quinta-feira, 12 de abril de 2012

O CINEMA GUARANY DE ELIANA PRINTES: PARA VER E OUVIR


Com o vigor de quem vem consolidando uma carreira pautada pela coerência e pelo aprimoramento musical, mas com o frescor de quem se preocupa em sempre apresentar algo novo, Eliana Printes chega ao seu sétimo trabalho fonográfico. Trata-se do cd Cinema Guarany. O título é uma alusão e homenagem ao extinto cinema de sua cidade natal, Manaus. Espaço de reminiscências, saudades, experiências vividas, memória afetiva. Assim também soa o cd.

Cinema Guarany parece assim: música pra se ver em tela grande a partir de crônicas e sons resgatados de um passado próximo, de um presente cada vez mais vivo e de um futuro cuidadosamente pensado.

De seus trabalhos anteriores, Eliana Printes reafirma no Cinema Guarany sua constante preocupação com a precisão do seu canto. Afinação acertada, voz envolvente, interpretações emocionadas sem, contudo, perder a técnica, talvez sejam as primeiras características que aproximam um novo ouvinte do trabalho de Eliana Printes. A partir daí, se somam o repertório cuidadosamente selecionado, os arranjos pensados com delicadeza para sua voz e o completo entrosamento entre letra e música, canto e instrumentos, som e silêncio.

Característica marcante da cantora Eliana Printes é a capacidade de passear com desenvoltura por temas e timbres diversos. Seu canto se adequa com maestria, tanto nas canções românticas, sejam naquelas de sua autoria em parceria com Adonay Pereira ou em outras, passando pelo pop/rock contemporâneo, que inclui Legião Urbana, Nenhum de Nós, Uns e Outros, Cidade Negra, até as músicas da nova MPB representada por jovens compositores como Kléber Albuquerque, Péri, Mona Gadelha, Sérgio Pererê e Totonho Villeroy.

Em Cinema Guarany, Eliana Printes opta por uma atmosfera mais acústica, um tanto intimista, mas também um tanto abrangente. O repertório inclui temáticas do universo particular da cantora, como as referências à sua terra natal – Amazonas -, mas se abre também para as questões universais.

Em se tratando da sonoridade, o cd, gravado ao vivo em estúdio, traz um clima de show, mesmo sem plateia. A base instrumental é composta por piano, baixo e bateria, o que confere um ar meio bossa nova, meio jazz, meio câmera. Mas os ritmos abrangem samba, baladas, até canções de clara inspiração radiofônica da era do rádio, deixam claro: trata-se de um cd de Música Brasileira no sentido mais autêntico da expressão.

O que dizer das 10 músicas que compõem o cd Cinema Guarany? A impressão primeira é que são músicas-filme. Canções para se ver, filmes para se ouvir. Seis das canções são da safra da própria cantora em parceria com Adonay Pereira, produtor do disco. São as mais românticas. Aquelas trilhas que embalariam casais no escurinho do cinema ou a própria história de amor contada em tantos filmes românticos.

Dentre as baladas românticas, merecem destaque “Anjo de Prata” e “Preciso de você”. Ambas são declarações de amor. Ambas são recheadas de imagens e cenas próprias de um filme. Anjo de prata, estrela do norte, barco de papel, ponte sobre mar de gelo, tapete voador, lua branca, estrela azul são referências pictóricas que acrescem às duas músicas sentidos para além do dizer eu te amo. São, também, as canções mais radiofônicas do cd.

Também composições de Eliana Printes e Adonay Pereira, “Todo mundo sabe” e “Estou bem” soam despretenciosas e alegres. Carregadas de leveza, jovialidade e um tom de ironia, são também sobre o amor, porém com um cunho menos sério, quase informal. A primeira é um excelente samba com discurso bastante atual e a segunda é um pop romântico cujo refrão, além de intrigante, é viciante.

O próximo beijo” é uma regravação do terceiro cd de Eliana Printes de mesmo título, agora com arranjo mais intimista. Esta música tem uma expressão que daria um excelente título de filme: “briga de amor ao luar”.

Diferente das outras cinco músicas, “A cidade e o luar”, também da dupla Eliana Printes e Adonay Pereira, não tem pegada romântica. Trata-se de uma canção com cara de bossa nova, porém carregada de densidade na letra – o que não é característico da bossa nova. A música já abre o cd apresentando uma variedade de imagens e cenas prontas para virarem filme. Lua, mar, rio, sol, calor, madrugada. Tudo está presente. Tudo remete a uma calmaria de cidade pequena e à lentidão do tempo. Aqui, Eliana Printes já aponta uma necessidade de retorno frequente à sua origem amazonense: “não importa o rumo que eu siga, eu sempre estarei retornando”.

Também referenciando as origens da cantora, o cd resgata um clássico de João Donato e Lysias Enio. Trata-se da jazzística “Amazonas”. Novamente a premência do retorno. Novamente as cenas, as tomadas, os planos cinematográficos: redes, rios, canoas, palhoças. Novamente o rio que leva ao mar. Na mesma onda, a música “Festa”, de Sérgio Souto, consolida um turbilhão de imagens amazônicas numa canção completamente imagética. É só fechar o olho e ver o filme rodando.

Enquanto a música “Não fico mais sem teu carinho”, de Roberto Correia e Sylvio Son remete às matinês com filmes da jovem guarda, “Poema”, de Rubens Lisboa tem uma referência mais parnasiana, quase clássica. Esta última talvez seja a canção mais hermética, mas não menos capaz de atingir multidões com sua facilidade comunicativa e extrema delicadeza.

Que o Cinema Guarany povoe nossas mentes e corações de sons e sonhos de amor, drama, comédia, mas, sobretudo, aqueça nossos ouvidos com boa música.

*Celi Márcio Santos

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sábado, 24 de março de 2012

da terra que nasci

É de lá que trago esse jeito matuto
esse olhar enviesado
meio torto meio sagaz
meio fortuito de soslaio
ainda um pouco envergonhado

É de lá esse meu jeito recolhido
ora lépido ora aflito
vez por outra sério
outras tantas pueril
nunca definitivo
jamais finito

Esse jeito esse olhar oriundo do boqueirão
do rio que divide culturas
de lonjuras e mundo próprio
é o que me impulsiona nesse mundão
a construir um mundo em mim.

(Celi Márcio Santos, 24 de março de 2012)

sexta-feira, 23 de março de 2012

Um Poema para Daniel


(em memória de Daniel Ássimos)

Deu-se um ano que você nos disse adeus
Foi-se pra outras paragens
Outras margens de outros rios
Deixou a dor do mundo este
Deixou-nos a dor de não mais te ter
Ficaram seus laços ora crescidos
Sorrisos semeados
Lembranças do seu ser-estar aqui
Memórias de alegrias vividas
Esperanças de reencontros
Noutras margens
Outros rios
Paragens para além do mundo este.

(Celi Márcio Santos)

quinta-feira, 15 de março de 2012

purgações

E eu que só queria tê-lo mais perto
por mais tempo
mais unicamente meu
Agora tenho só um silêncio doído
uma ausência
seu desdém
e sarcasmo no olhar
como a dizer eu te avisei
Na tentativa de não sofrer
me apego a santos
me prego em cruzes
me purgo e me alivio
Também ele não gostava de Clarice
não suportava Bethânia
não conhecia Ana C.
Prefiro seu silêncio estúpido
sua ausência
seu olhar ignorante
sua falta do que dizer.

(Celi Márcio Santos)

quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

por quase eternidades

Por destino ou maldição
quase tive tudo que quis
quase andei por todos países
quase fui embaixador
Os mares de todo planeta quase naveguei
até lavouras bem remotas quase cultivei

Por sorte ou insensatez
quase amei por toda vida
quase vivi em abundância
quase morri de doença rara
Os males que atingem milhões quase curei
até paixões inexistentes quase aceitei

Os projetos mais absurdos
os sonhos mais irreais
os planos mais descabidos
quase todos realizei

Por mágoa ou amor eterno
quase vivi nesse universo
quase nasci sem ter vontade
quase fui eu.

(Celi Márcio Santos, 18/01/12)

terça-feira, 10 de janeiro de 2012

História sem não

Escrevo uma história sem personagens
só um sentimento de leve coragem
Busco lembrar quais foram os planos
se já os perdi nesses muitos anos
E me questiono o que virá depois do fim
se essa história sou eu sem tanto de mim

Descrevo um cenário com mil detalhes
pra eu habitar livre de vis olhares
Coloco algum tanto de incerteza
nesta história sem qualquer grandeza
E me pergunto o que será depois de mim
se esse enredo não tem meio não ou fim.

(Celi Márcio Santos, 11/01/12)

domingo, 8 de janeiro de 2012

Sob a mão de Serendipity


A primeira sensação despertada ao ouvir o cd Serendipity, de Déa Trancoso, é, sem dúvidas, a de quietude. As canções são pautadas pela serenidade e pela delicadeza. Entretanto, não é um cd de poucas nuances nem econômico no sentimento. Mesmo não tendo pretensões camerísticas ou de tendências new age, é um trabalho referenciado na suavidade dos sons, na valorização da melodia e na singeleza das palavras.


Neste novo cd, Déa Trancoso aposta num minimalismo contemporâneo, considerado aqui um novo conceito que tem como principais características: a ausência de grande massa sonora, a síntese das letras que, embora simples na forma , apresentam impactante conteúdo de significados, e o silêncio como elemento de ligação dentro da música. Chamo de minimalista quando a canção transcende em sua simplicidade, sem, contudo, deixar de ter o seu lado mais elaborado e erudito.

Déa assumiu seu lado de compositora com a ousadia de quem não teme falar (e cantar) sobre sua vida e sua intimidade. Talvez por isso Serendipity soe tão sala de estar ou, para nós do Jequitinhonha, tão terreiro, tão pé do fogão. Ao dedicar duas músicas ao seu filho Francisco (Bem e Meu colo, tua casa) e outras a seus mestres Tavinho Moura (Pra Tavinho) e Egberto Gismonti (Gismontiana 2), a compositora Déa Trancoso divide com o mundo seu amor pelo que lhe é mais sagrado hoje. É também uma forma de dizer o quanto a música é hoje sua vida cotidiana e o quanto este é o seu universo de criação e criatura. A música Minha voz é a síntese desta entrega imperativa.

Diferente do seu trabalho anterior (Tum Tum Tum), o novo cd de Déa Trancoso é completa e profundamente oriundo de um universo único e particular (ou de uma visão única desse universo) e direcionado para o universo mais amplo e coletivo. Vem daí a preocupação com um som que não agrida, não sobrepuje a palavra, mas que, ao mesmo tempo, seja reverenciado como instrumento também de interiorização e caminho pro mundo.

Não me atreveria a dizer que Serendipity é um cd de contrastes, uma vez que contrastes traz a idéia de antagonismos. Serendipity é, antes, a soma e a multiplicação de processos criativos (mas também de vida) que, na música, são repartidos a todos que se disponham a ouvi-la. Se com Tum Tum Tum Déa nos revelou o resultado de suas pesquisas pelo cancioneiro popular do Brasil, com Serendipity ela nos revela o processo de pesquisa da existência. Pesquisa esta que eu chamo de “ser-estar-no-mundo” e que não tem resultado definitivo.

“Acalme essa brasa do mundo que arde e serendipity lhe dará a mão”

(Celi Márcio Santos)
*.*

domingo, 25 de dezembro de 2011


Das coisas que existem no mundo
poucas me mantêm a fé
Aprendi a não crer mesmo no que sinto
muito menos no que não vejo
no que inexiste muito pior
Das pessoas ainda vivas no mundo
poucas me despertam querer bem
Aprendi a não crer em tudo que dizem
muito menos a ouvir o que não dizem
e o que dizem sem saber
Aprendi a ter fé em mim
É que minha fé é por demais valorosa
Não dá pra tê-la sem certeza plena.
(Celi Márcio Santos)

domingo, 14 de agosto de 2011

Hora de recolher resquícios
de expectativas ilusões
desesperanças inações
cacos de enredos não vividos
poemas jamais lidos
Juntar em feixes qual lenha seca
e deixar queimar
Trancar portas janelas coração
pra que não entrem sequer cinzas
fumaça faísca ou carvão.

(Celi Márcio Santos, agosto 2011)
Ainda havia palavras 
outros versos
até sonhos
esperanças de presentes e futuros
Havia algo a desvendar

Ficaram no vácuo
no hiato de um não
folha em branco.

sexta-feira, 12 de agosto de 2011

encanto


E então deu-se o encanto
silente quieto taciturno
sem rumores sobressaltos
um tanto ousado
um tanto tático
lento como neblina ao morro
fabuloso como eclipse noturno
enigmático e duvidoso

Do encanto veio a coragem
necessária quase urgente
ágil como tempestade
frágil como neblina ao morro

Da coragem fez-se o ato
um tanto medroso
um tanto prático
Foi então que deu-se o encontro.


(Celi Márcio Santos, 12 agosto 2011)

quinta-feira, 11 de agosto de 2011



Dou-lhe um verso e meu ombro
para que chores
se assim quiseres
Se for choro de angústia
dou-lhe palavras de conforto
meu abraço meu afeto
meu quase seguro porto
Se for choro de encanto
choro contigo
que o belo nos complemente
tão logo nos cesse o pranto
Dou-lhe um verbo e um convite
me deixa conjugar contigo
as flexões do verso amar.

(Celi Márcio Santos, 11 agosto 2011)

quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

cidade e luz

À luz das luzes artificiais


de uma cidade artificial

busco o breu mais oculto

mais arte menos ofício

na tentativa de ver por dentro

a cidade que eu mesmo planejo.

(Celi Márcio Santos, 01 de dezembro de 2010)

quarta-feira, 20 de outubro de 2010

A sensação de despertença que ora vivencio


me faz estrangeiro em meu próprio corpo

condiciona minha existência às fugas de fronteiras

aos descumprimentos legais

à falta de brasões e hinos


Perdido de mim mesmo num lugar que não há

nada busco

nada espero

e o que quero não é daqui


Oro então

pelo fim da sensação de desesperança.


(Celi Márcio)

terça-feira, 7 de setembro de 2010

na mira

Nada se move na noite mas há lua

Há então poesia presente e futuro
O que não se move ofega
Prega vida pulsa vitória
Eu no meu canto tento cantar
Espantar silêncios dodecafônicos
com minha voz desafinada
minha barba por fazer
livros amontoados
orações desesperadas
medo de mortes

Movo-me entre meus móveis
a fim de tudo mudar
a parede que me empecilha
pessoas que me entristecem
as coisas que não vivo por ser só

Mais fácil mudar o cabelo
o timbre da voz o jeito de olhar
Mudo meu olhar sobre o futuro
e movo-me rumo a ele
na mira da lua
da poesia
da vida.



(Celi Márcio Santos, 2004)

quarta-feira, 14 de julho de 2010

direção

O que me conduz no mundo


nem sempre é o que condiz

ao peso forma altura da minh’alma

à fluidez do meu espírito

à pouca robustez do corpo que tenho



Andar de um lado a outro

tornou-se prerrogativa de existir

Nalgum dos lados deve estar

aquele onde devo chegar



Meu estar condizente no mundo

deve me conduzir ao lado melhor

que esteja dentro ou fora de mim

independente de peso ou forma

independente da minha alma

do meu espírito fluido

do corpo que decomponho.


(Celi Márcio Santos)

domingo, 27 de junho de 2010

caretas

Para escapar das multidões

crio minhas próprias grifes
epitáfios e esfinges

Esculpo máscaras em papel machê
rabisco marcas pelo chão
pra ter certeza de onde piso

Nem sempre são legítimas as grifes
Quase sempre são graves as máscaras
E as marcas pelo chão ora falham
pra me deixar sem saber quando pauso

As multidões das quais escapo são grades
jaulas móveis que aprisionam
grandes cadeias de inexistir

É sempre mais frágil esculpir máscaras
Menos fácil usá-las.

(Celi Márcio Santos)

terça-feira, 22 de junho de 2010

quarta-feira, 5 de maio de 2010

era só

Era só pó

não pra fazer fugir
Era só um poema
não pra te assustar
Era uma poesia
pra mostrar minha afeição
não mais nem menos
nem pré nem pós
Pois é
era só uma poesia.

Celi Márcio, 05 de maio de 2010

sexta-feira, 30 de abril de 2010

lado mais


Do que temos em comum
quero ver o lado mais
mesmo sem tê-lo conhecido
ao vivo em flores jardins
Pois o mais é o que nos soma
sem jamais somatizar dores

O lado mais comum da vida
é aquele que ainda não vimos
caminho ainda a fazer-se
de cores amores bons ares
Pois o comum é o que nos difere
sem contudo nos negar humores

Somos assim
comuns em humores amores
sempre querendo mais.

(Celi Márcio, 30 de abril de 2010)

domingo, 24 de janeiro de 2010

flerte



Somente bebo em português


e flerto em todas as línguas

Engasgo com versos alheios

em garrafas de meio litro

que nem sei quando acabam

Me embebedo em sânscrito

e saio a buscar tradutores

nos becos de qualquer cidade.

(Celi Márcio Santos)